Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é um partido político brasileiro de esquerda fundado em 2004. Obteve registro definitivo na Justiça Eleitoral no dia 15 de setembro de2005. Seu número eleitoral é 50.
O PSOL se constituiu a partir de dissidências do Partido dos Trabalhadores e do PSTU e acolheu diversas tendências que haviam discordado de políticas do PT que tinham por conservadoras (muito especialmente a partir da Reforma da Previdência dos servidores públicos realizada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva). Abriga diversas correntes de esquerda, algumas delas trotskistas e eurocomunistas.
O PSOL constitui-se como um partido de tendências, abrigando diversas correntes internas como, por exemplo, a Ação Popular Socialista,o APS, (liderada por Ivan Valente), o Enlace Socialista, Corrente Socialista dos Trabalhadores,o CST, (liderada pelo ex-deputado Babá), o Movimento Esquerda Socialista,o MES, (liderado pela deputada federal Luciana Genro), o coletivo Revolutas, a corrente Socialismo revolucionário,o SR, e as dissidências do PSTU Poder Popular (que saiu do PSTU antes da existência do PSOL, participando mais tarde de sua fundação), o Coletivo Socialismo e Liberdade,o CSOL, Coletivo Socialista de Pernambuco e a TLS, Trabalhadores na Luta Socialista.
História
Fundação
O PSOL foi fundado em 6 de junho de 2004, após a expulsão dos parlamentares Heloísa Helena, Babá, João Fontes e Luciana Genro do PT. Recebeu apoio de intelectuais socialistas famosos, como do geógrafo Aziz Ab'Saber, do jornalista e ex-deputado Milton Temer, dos sociólogos Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, do economista João Machado, da economista Leda Paulani, dos filósofos Leandro Konder e Paulo Arantes e do cientista político Carlos Nelson Coutinho.
Buscando obter registro permanente na Justiça Eleitoral, o partido obteve quase 700 mil assinaturas a favor de sua fundação, mas os cartórios eleitorais só concederam certidões a 450 mil dessas assinaturas. Uma nova tentativa de apresentar assinaturas válidas foi realizada pelos organizadores do partido em 1 de setembro de 2005. Em 15 de setembro, o registro definitivo foi obtido, e o número eleitoral adotado foi o 50.
Crescimento do partido (2005)
O partido ganhou novas adesões a partir de setembro de 2005. Isso foi um resultado da crise política causada pelas denúncias de um esquema de pagamento a congressistas para votarem de acordo com os interesses do executivo (o chamado escândalo do mensalão). Foi causado também pelas mudanças ideológicas do PT que, na concepção do PSOL, abandonou o socialismo como meta estratégica. Militantes históricos e mesmo fundadores do PT, como Plínio de Arruda Sampaio, Miguel de Carvalho e Edson Albertão abandonaram o partido individualmente ou em conjunto. Um exemplo de abandono coletivo ocorreu com a então corrente petista Ação Popular Socialista. Alguns militantes petistas oriundos de movimentos sociais, como a dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Lujan Miranda e o Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, Jorge Almeida, e os deputados federais Ivan Valente (São Paulo), Maninha (Distrito Federal), Chico Alencar (Rio de Janeiro), João Alfredo (Ceará) e Orlando Fantazzini (São Paulo), ingressaram no PSOL.
Conferência Nacional (2006)
Por decisão do Diretório Nacional, tomada em abril de 2006, foi realizada uma Conferência Nacional do partido entre os dias 26 e 28 de maio daquele mesmo ano. Durante esta Conferência, foi oficializada a candidatura da então senadora Heloísa Helena à Presidência da Repúblicae de seu vice, o economista carioca César Benjamin, nas eleições brasileiras de 2006. Foi também oficializada a formação da Frente de Esquerda com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).
I Congresso Nacional
O Primeiro Congresso do partido, no qual foram definidas as linhas programáticas, aconteceu no primeiro semestre de 2007.
Eleições
Eleições de 2006
Heloísa Helena, senadora eleita em 1998 pelo PT de Alagoas, disputou o cargo de presidente da república em 2006. A candidata, que havia aberto mão de concorrer novamente ao cargo de senadora, não aceitou o apoio financeiro de empresários, pois de acordo com ela, esta seria a origem da corrupção dos candidatos depois de eleitos.
Durante a candidatura de Heloísa Helena, o partido obteve o apoio de personalidades como o cartunista Ziraldo (criador do slogan e do símbolo do partido). A candidatura foi apoiada também por um grupo de mais de 250 intelectuais do mundo inteiro, entre os quais o linguista estadunidense Noam Chomsky, o sociólogo franco-brasileiro Michael Löwy, o cineasta britânico Ken Loach e o filósofo esloveno Slavoj Zizek.
Resultado das eleições 2006
Heloísa Helena terminou as eleições presidenciais de 2006 em terceiro lugar. Obteve 6,5 milhões de votos (6,85% do total) , ficando a frente de Cristovam Buarque, candidato do tradicional Partido Democrático Trabalhista (PDT).
O PSOL manteve uma cadeira no Senado Federal, não pela eleição de um candidato do partido, mas sim pela eleição da então senadoraAna Júlia Carepa (PT) ao governo do Pará. Carepa deixou depois de 4 anos e 1 mês de mandato para seu primeiro suplente, o então vereador José Nery, que migrou do PT para o PSOL em setembro de 2005 junto com a Ação Popular Socialista.
De acordo com o Congresso em Foco, o PSOL possui a bancada de parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional.
Eleições de 2008
Nas eleições municipais de 2008, o PSOL repetiu a Frente de Esquerda com o PSTU e/ou o PCB em onze capitais. O melhor desempenho da Frente em capitais se deu em Fortaleza, onde o candidato Renato Roseno de Oliveira obteve mais de 67 mil votos (5,7% do total). O segundo melhor desempenho foi do deputado federal Chico Alencar no Rio de Janeiro, obtendo quase 60 mil votos (1,8% do total).
O melhor desempenho do PSOL fora da Frente se deu em Porto Alegre, onde a deputada federal Luciana Genro obteve quase 73 mil votos (9,2% do total). Em Macapá, o PSOL foi para o segundo turno com Randolfe Rodrigues, candidato a vice de Camilo Capiberibe do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Entretanto, Capiberibe perdeu para Roberto Góes do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em Santa Maria, 5ª maior cidade do Rio Grande do Sul, a candidata Sandra Feltrin obteve 10.360 votos, ficando com mais de 6% dos votos válidos.
Em Sorocaba, interior de São Paulo, o PSOL também obteve um resultado expressivo. O candidato do partido, o deputado estadual Raul Marcelo, obteve mais de 24 mil votos (quase 8% do total). Na Capital, o deputado federal Ivan Valente, um dos mais atuantes do Congresso, teve considerável número de votos. Foram 42 mil (0,62% do total). Mas o PSOL não conseguiu eleger um vereador. Isto se deve, principalmente, ao pouco tempo de propaganda no rádio e TV.
O partido obteve pouco mais de 795 mil votos e conseguiu eleger 30 vereadores em diversas cidades brasileiras e em algumas capitais. O partido obteve ainda os vereadores mais votados de Maceió e Fortaleza: Heloísa Helena (que com quase trinta mil votos se tornou a vereadora mais votada da história de Alagoas) e João Alfredo (com quase quinze mil votos), respectivamente. Além dos eleitos a vice-prefeito: Messias Furtado e Tony Cultura. Randolfe Rodrigues (Amapá) pode ser empossado mesmo dois anos após as eleições. É que o titular Roberto Góes foi cassado.
Eleições de 2010
Candidaturas
Apesar de grande parte dos afiliados desejarem que Heloísa Helena fosse a candidata do PSOL à presidência, a vereadora de Maceió e presidenta do partido preferiu concorrer ao Senado por Alagoas, onde liderava as pesquisas.
Ante a resistência de Heloísa Helena, as bases partidárias consolidaram-se em favor de Plínio de Arruda Sampaio; a demora na definição de seu nome para a candidatura à presidência, porém, dificultou a formação da Frente de Esquerda entre PSOL, PSTU e PCB, cada um dos partidos lançando seus próprios nomes para as eleições presidenciais.
O PSOL teve 1.098 candidatos, o que representa 4,8% do total de candidaturas. Foram 24 pessoas disputando o cargo de governador, 337 à Câmara dos Deputados, 39 ao Senado e 586 às Assembleias Legislativas. O PSOL foi o partido com maior número de candidatos ao cargo de governador.
Campanha
Durante a campanha, o PSOL defendeu suas principais bandeiras - auditoria da dívida pública, financiamento público das candidaturas, a fim de evitar o caixa dois e a corrupção, reforma agrária e reforma urbana -, além de denunciar e combater a desigualdade social.
Desde o início de 2010, o PSOL abriu o período de propaganda partidária do ano na TV e no rádio se contrapondo à polarização entre PT e PSDB na disputa à Presidência da República. O partido também igualou os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de seu antecessor,Fernando Henrique Cardoso. "Tem muito sujo falando do mal lavado. Tem quem prefere seis e tem quem prefere meia dúzia", ironizou alegenda. O programa teve a participação do músico Marcelo Yuka, ex-baterista da banda O Rappa, filiado ao partido.
Em 7 de setembro de 2010, dia da Independência, o PSOL exibiu durante o horário eleitoral depoimento do caseiro Francenildo Santos Costa, que criticou os dois candidatos em torno dos quais a eleição presidencial foi polarizada. "Os dois estão igualando, muito parecidos", disse o caseiro, que declarou voto no PSOL. A aparição de Francenildo se deu em meio a troca de acusações entre as dois principais candidatos sobre a autoria da quebra de seu sigilo bancário, em setembro de 2009. Para Serra, as violações foram feitas pela campanha de Dilma na tentativa de obter informações para um dossiê que pudesse incriminar o candidato tucano. A campanha da petista negou.
Em São Paulo, o candidato Paulo Búfalo polemizou a opinião pública veiculando o primeiro beijo homossexual da história da televisão brasileira durante o horário eleitoral gratuito, o que teve impacto positivo junto aos grupos LGBT, de defesa dos Direitos Humanos e da liberdade de expressão.
Resultados
Plínio foi o quarto candidato à presidência mais votado, tendo recebido 886.800 votos (0,87% dos votos válidos).
Toninho do PSOL foi o candidato melhor sucedido no âmbito do Executivo; obteve cerca de 200 mil votos (14% dos votos válidos) na disputa para o governo distrital, na qual terminou em terceiro lugar.
Randolfe foi eleito senador pelo Amapá, com cerca de 203 mil votos; Marinor Brito se elegeu senadora pelo Pará, com mais de 727 mil votos (27% dos votos válidos). Em Alagoas, Heloísa Helena não foi eleita senadora.
Para a Câmara dos Deputados, foram reeleitos Ivan Valente, por São Paulo, e Chico Alencar, pelo Rio de Janeiro; Jean Wyllys também foi eleito deputado pelo Rio, ajudado pelos 240 mil votos de Chico Alencar. Apesar de ter sido a oitava candidata mais votada do Rio Grande do Sul, Luciana Genro não foi reeleita deputada federal.
O PSOL elegeu ainda quatro deputados estaduais: Edmilson Rodrigues, deputado mais votado no Pará, com mais de 85 mil votos; Marcelo Freixo, segundo deputado mais votado no Rio, com 177 mil votos, e Janira Rocha (RJ), ajudada pela boa votação de Freixo; e Carlos Giannazi (SP). Raul Marcelo não conseguiu se reeleger deputado estadual em São Paulo.
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O texto é enorme, estou meio sem tempo mas fiz uma leitura dinâmica, eu lembro mais do PSOL na última eleição presidênciável quando a Heloisa Helena concorreu ao cargo da presidência, ela deu um "UP" no P-SOL que até então nem sabia o que era, mas enfim, tem uns políticos filiados a esse partido que tem uma posição paleolítica em relação a assuntos de interesse público
ResponderExcluirEles são socialistas demais né? Eu acho que eles estão mais preocupados em aparecer!Pelo menos o Plínio estava querendo aparecer muito no debate da Globo.
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