sábado, 16 de outubro de 2010

Histórico das Eleições Presidenciáveis no Brasil.

Por Kerrya Hyorrana

Foi no século dezesseis que começaram a ser realizadas as eleições no Brasil ,nesse período quem poderia votar eram os homens adultos maiores de dezoito anos, as mulheres só puderam, então exercer seu papel como cidadãs no ano de 1932, já os jovens maiores de dezesseis anos idade passaram a ter direito a votar só no ano de 1988. O voto secreto, foi criado no ano 1932. Outro fator de grande evolução, foi a passagem das votações que eram feitas demoradamente em papel, após longos anos, passaram à ser através de urnas eletrônicas, o que nos de uma maior praticidade. Com o passar dos anos os candidatos começaram à apostar nas propagandas eleitorais que passaram a ser realizadas em diversos lugares públicos e privados, utilizando também os meios de comunicações, como TVs, rádios, internet,outdoor, dentre outros.

Segue um breve apanhado sobre as eleições presidenciáveis no Brasil, à partir das eleições de 1989, que é considerado um grande marco na Política do Brasil, pois foi a primeira eleição Direta após o Regime Militar.


Como foi a eleição para presidente em 1989?

As eleições de 1989 foram as primeiras desde 1960 em que os cidadãos brasileiros aptos a votar escolheram seu presidente da república. Por serem relativamente novos, os partidos políticos estavam pouco mobilizados e vinte e duas candidaturas à presidência foram lançadas. Essa quantidade expressiva de candidatos mantém o recorde de eleição presidencial com mais candidatos. Foi também a primeira eleição na qual uma mulher disputou o posto mais elevado da República - Lívia Maria do Partido Nacionalista (PN).  Como nenhum candidato obteve a maioria absoluta dos votos válidos, isto é, excluídos os brancos e nulos, a eleição foi realizada em dois turnos, conforme a então nova lei previa. O primeiro foi realizado em 15 de novembro de 1989, data que marcava o centésimo aniversário da proclamação da República, e o segundo em 17 de dezembro do mesmo ano. Foram para o segundo turno os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, da coligação encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores, e Fernando Collor de Mello, da coligação encabeçada pelo hoje extinto Partido da Reconstrução Nacional.
Datas da eleição:

Primeiro turno - 15 de novembro de 1989
Segundo turno - 17 de dezembro de 1989
Tipo de eleição: direta.

Candidatos à presidência da República em 1989:

- Fernando Collor de Mello (PRN / PSC), Luiz Inácio Lula da Silva (PT / PSB / PC do B), Leonel de Moura Brizola (PDT), Mário Covas Junior (PSDB), Paulo Salim Maluf (PDS), Guilherme Afif Domingos (PL /PDC), Ulysses Guimarães (PMDB), Roberto Freire (PCB), Aureliano Chaves (PFL), Ronaldo Caiado (PSD), Affonso Camargo (PTB), Enéas Carneiro (Prona), José Alcides Marronzinho de Oliveira (PSP), Paulo Gontijo, Zamir José Teixeira, Lívia Maria (PN), Eudes Mattar (PLP), Fernando Gabeira (PV), Celso Brant (PMN), Antônio Pedreira (PPB) e Manuel Horta (PDC do B)

Candidaturas anuladas: Armando Correia (PMB) e Sílvio Santos (PMB)
Vencedor : Fernando Collor.

Como foi a eleição para presidente em 1994?

Segunda eleição direta após o regime militar.
Depois de enfrentar o processo que causou o impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, o cenário político nacional parecia combalido com o desastroso governo eleito pela população. Em um primeiro instante, vários analistas acreditavam que o setor de esquerda e, principalmente, o PT de Luis Inácio Lula da Silva teria a grande oportunidade de chegar ao poder. No entanto, em maio de 1993, uma ação tomada pelo governo Itamar Franco mudou essa situação.
Nessa época, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso foi nomeado para ocupar a cadeira de Ministro da Fazenda. Na direção desse importante cargo, o novo ministro deveria combater a inflação e promover a reorganização da economia. Para tanto, convocou um grupo de economistas formados pela PUC do Rio de Janeiro que participaram ativamente na elaboração do Plano Real, anunciado em 28 de fevereiro de 1994.

A criação de uma nova moeda, a contenção dos índices inflacionários e a explosão de consumo causaram uma grande euforia na população. Depois de vários anos, a economia ganhava estabilidade e amplos setores da sociedade sentiram em curto prazo uma série de benefícios nunca antes experimentados. Com isso, além de superar problemas históricos, o ministro FHC ganhou uma imensa projeção política que o transformou em candidato natural do PSDB às eleições de 1994.

Ao redor de sua candidatura se reuniram diversas figuras políticas tradicionais que buscaram aproveitar do momento favorável. O escolhido para vice-presidente foi Marco Maciel do PFL, figura historicamente ligada às oligarquias nordestinas e que deu apoio ao regime militar. Apesar disso, a candidatura de FHC conservou enorme prestígio ao defender a tese de que somente ele teria as condições políticas e, principalmente, intelectuais para dar prosseguimento ao já consagrado Plano Real.

Deixando de lado outros candidatos de menor expressão, os setores de oposição insistiam na candidatura de Lula pelo Partido dos Trabalhadores. Apesar de seu partido ter grande projeção e oferecer um modelo de desenvolvimento relativamente distinto, a grande maioria da população decidiu confiar nos benefícios imediatos trazidos por Fernando Henrique Cardoso. No fim da apuração, o candidato do PSDB venceu com 54, 27% dos votos.

Datas da eleição:
Primeiro turno - 3 de outubro de 1994
Segundo turno - Não realizado
Tipo de eleição: direta.

Candidatos à presidência da República em 1994:
Fernando Henrique Cardoso (PSDB / PFL / PTB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT / PSB / PCdoB / PSTU / PCB / PPS), Enéas Ferreira Carneiro (Prona), Orestes Quércia (PMDB) 2.772.121 votos (4,38%), Leonel de Moura Brizola (PDT), Espiridião Amin (PPR), Carlos Antônio Gomes (PRN) e Brigadeiro Hernani Fortuna (PSC) 238.197 0,38%

Candidatura anulada: Walter Queirós (PRN)
Vencedor : Fernando Henrique Cardoso

Como foi a eleição para presidente em 1998?

A eleição presidencial brasileira de 1998 foi a terceira realizada após a promulgação da Constituição de 1988. Pouco antes desse pleito foi aprovado um projeto de emenda constitucional permitindo a reeleição aos ocupantes de cargos no Poder Executivo. Muito se discutiu sobre a constitucionalidade deste projeto e foram feitas denúncias de parlamentares que haviam vendido seus votos pela aprovação da emenda.
A disputa pela presidência em 1998 contou com doze candidatos, o maior número da história do país desde a eleição de 1989, quando mais do que o dobro de candidaturas foram lançadas. O número de concorrentes poderia subir para quinze, caso a candidatura do ex-presidente cassado Fernando Collor de Mello (PRN, PRTB, PST) não fosse revogada pela Justiça Eleitoral e se Oswaldo Souza Oliveira (PRP) e João Olivar Farias (PAN)[carece de fontes?] não tivessem desistido. Com a desistência deste último, o PAN decidiu apoiar Ciro Gomes. Esta eleição também ficou marcada por trazer a segunda mulher candidata ao cargo máximo da República: Thereza Tinajero Ruiz, do Partido Trabalhista Nacional (PTN), que substituiu Dorival Masci de Abreu.

Datas da eleição:
Primeiro turno - 4 de outubro de 1998
Segundo turno - Não realizado
Tipo de eleição: direta.
Candidatos à presidência da República em 1998: Fernando Henrique Cardoso (PSDB / PMDB / PFL / PPB / PTB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT / PDT / PSB / PC do B), Ciro Ferreira Gomes (PPS / PL / PAN), Enéas Ferreira Carneiro (Prona), Ivan Moacyr da Frota (PMN), Alfredo Hélio Sirkis (PV), José Maria de Almeida (PSTU), João de Deus Barbosa de Jesus (PT do B), José Maria Eymael (PSDC) 171.831 votos (0,25%), Teresa Tinajero Ruiz (PTN) 166.138 votos (0,25%), Sérgio Bueno (PSC) e Vasco de Azevedo Neto (PSN) 109.003 votos (0,16%)
Vencedor: Fernando Henrique Cardoso

Como foi a eleição para presidente em 2002?

Durante os últimos anos do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), uma grave crise econômica acometeu o Brasil[3]. Investidores e economistas temiam as medidas tomadas por um candidato de esquerda caso este viesse a ganhar a eleição. De fato, aconteceu de Lula (PT) ascender nas pesquisas de intenção de voto e o chamado risco Brasil, índice que mede a confiança dos investidores no país, subir. Foi adotado então por alguns economistas e comentaristas políticos o termo pejorativo "risco Lula", indicando que se este candidato viesse a ganhar a eleição, a economia do país poderia falir. Lula viu-se obrigado a assinar um texto, que ficou conhecido como Carta aos Brasileiros, prometendo que, caso ganhasse a disputa, não tomaria medidas que representassem grandes mudanças na política econômica brasileira, o que decepcionou setores da esquerda brasileira.

Datas da eleição:
Primeiro turno - 6 de outubro de 2002
Segundo turno - 27 de outubro de 2002
Tipo de eleição: direta.

Candidatos à presidência da República em 2002:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT / PC do B / PL / PMN / PCB), José Serra (PSDB / PMDB), Anthony William Matheus Garotinho (PSB / PGT / PTC ), Ciro Ferreira Gomes (PPS / PDT / PTB), José Maria de Almeida (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO)
Vencedor : Luiz Inácio Lula da Silva

Como foi a eleição para presidente em 2006?

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República com 58 milhões de votos. Ao vencer com 60,83% dos votos válidos Lula é o o segundo presidente a se reeleger no Brasil. Saiba mais no especial Eleições 2006.

Datas das eleições:
Primeiro turno - 1º de outubro de 2006
Segundo turno - 29 de outubro de 2006

Tipo de eleição: direta.
Candidatos à presidência da República em 2006:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PRB/PCdoB) vice: José Alencar (nº 13)
Geraldo Alckmin (PSDB/PFL) vice: José Jorge (nº 45)
Heloisa Helena (PSOL/PSTU/PCB) vice: César Benjamin (nº 50)
Cristovam Buarque (PDT) vice: Jefferson Peres (nº 12)
José Maria Eymael (PSDC) vice: José Paulo Neto (nº 27)
Luciano Bivar (PSL) vice: Américo de Sousa (nº 17)
Rui Pimenta (PCO) vice: Pedro Paulo Pinheiro (nº 29)

Segundo Turno
Eleitorado: 125.913.479
Abstenção: 23.914.714 (18,99%)
Votos: 101.998.221

Votos válidos: 95.838.220 (93,96%)
Votos em branco: 1.351.448 (1,32%)
Votos nulos: 4.808.553 (4,71%)
Urnas apuradas: 361.431 (100,00%)

Primeiro Turno
Eleitorado: 125.913.479
Abstenção: 21.092.511 (16,75%)
Votos: 104.820.145

Votos válidos: 95.996.733 (91,58%)
Votos em branco: 2.866.205 (2,73%)
Votos nulos: 5.957.207 (5,68%)
Urnas apuradas: 361.431 (100,00%)

Como foi a eleição para presidente em 2010?

A eleição presidencial brasileira de 2010 foi realizada em 3 de outubro. Neste pleito, os cidadãos brasileiros aptos a votar escolheram o sucessor do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Nenhum dos candidatos recebeu mais do que a metade dos votos válidos, e um segundo turno será realizado em 31 de outubro.[2] De acordo com a Constituição, o presidente é eleito diretamente pelo povo para um mandato de quatro anos, podendo ser reeleito uma vez. Lula não pode mais ser candidato, uma vez que foi eleito em 2002 e reeleito em 2006. Esta será a primeira vez desde o pleito de 1989 – a primeira eleição direta para presidente desde 1960 –, em que ele não será candidato a presidente.
Ao contrário do que as sondagens indicavam, Dilma Rousseff não conseguiu vencer na primeira volta o adversário do PSDB, José Serra.

Para o PT de Dilma e Lula se manter na Presidência, seria necessário mais de metade dos votos, mas a candidata apenas conseguiu contabilizar 46,91%.

Tipo de eleição: direta.
Candidatos à presidência da República em 2010:
Dilma Rousseff - Para o Brasil Seguir Mudando - PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PC do B, PSC, PTC, PRB e PTN | Ivan Pinheiro – PCB  |José Maria de Almeida –PSTU | José Maria Eymael – PSDC | José Serra - O Brasil Pode Mais - PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN, PT do B e PHS | Levy Fidélix – PRTB | Marina Silva – PV | Plínio de Arruda Sampaio – PSOL | Rui Costa Pimenta – PCO

Resultado do 1º Turno:
Dilma (PT)
Partido dos Trabalhadores
46,91%
Votos: 47.651.1082

José Serra (PSDB)
Partido da Social Democracia Brasileira
32,61%
Votos: 33.131.8673

Marina Silva (PV)
Partido Verde
19,33%
Votos: 19.636.3354

Plínio (PSOL)
Partido Socialismo e Liberdade
0,87%
Votos: 886.8165

Eymael (PSDC)
Partido Social Democrata Cristão
0,09%
Votos: 89.3506

Zé Maria (PSTU)
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
0,08%
Votos: 84.6097

Levy Fidelix (PRTB)
Partido Renovador Trabalhista Brasileiro
0,06%
Votos: 57.9608

Ivan Pinheiro (PCB)
Partido Comunista Brasileiro
0,04%
Votos: 39.1369

Rui Costa Pimenta (PCO)
Partido da Causa Operária
0,01%
Votos: 12.206

A segunda volta será assim disputada no dia 31 de Outubro entre Dilma Rousseff e José Serra que conquistou 31,61%.

A grande responsabilidade da primeira volta não ter revelado o nome do próximo Presidente brasileiro, é da candidata do Partido Verde, Marina Silva, que alcançou uns surpreendentes 19,33%.


- Referências Bibliográficas :

( http://www.brasilescola.com/historiab/eleicoes-1989.htm
Por Rainer Souza
http://www.luteranos.com.br/articles/8228/1/Eleicoes-1989/1.html
Carta Pastoral da Presidência da IECLB
http://wapedia.mobi/pt/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_brasileira_de_1989
http://contextopolitico.blogspot.com/2009/01/histria-do-brasil-eleies-de-1994.html
Lúcio Machado Borges
http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_brasileira_de_1998
http://presidenciais.com/2010/10/04/resultados-eleicoes-presidenciais-2010-brasil/
http://presidenciais.com/2010/10/04/eleicoes-presidenciais-2010-brasil-dilma-rousseff-e-jose-serra-vao-disputar-2%c2%aa-volta/
http://www.duplipensar.net/dossies/historia-das-eleicoes/brasil-eleicao-presidencial-2006.html )

2 comentários:

  1. Parabens a todos vcs!!!!!!!!

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  2. Parabéns muito legal este trabalho q voces fizeram, isso nos faz entender um pouco das transformações que as eleições sofreram desde a ditadura ate os tempos de hoje, mas uma coisa é certa q apesar de ter evoluido e sofrido mudanças dramaticas em toda politica em sí, uma coisa não muda é a disputa partidaria que luta com unhas e dentes para tenrar ganhar nem que seje por 0,01% a frente do seu adversario e com isso vem tambem algo muito ruim que é a chamada de polica suja ou seja aquela q enche as ruas de lixo e ninguem se importa com isso os politicos querem somente vencer não impotando como pensam q quanto mais "santinhos" pelas ruas jogadas aumentam suas chances de ganhar.
    Mas enfim como cidadãos q somos temos q lutar por um mundo melhor livre de tudo isso q nos prejudica e temos q ser concientes e votar naqueles que falem a verdade e fazem uma politica limpa sem acusações e sujeiras.


    talesco

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