Matéria Divulga no SRZD em 8/10/2010
Candidatos à presidencia do Brasil, representando micropartidos, Eymael (PSC) , Zé Maria (PSTU) , Fildelix (PRTB) e Ivan Pinheiro ( PCB), comentam o primeiro turno das eleições presidenciaves. Em entrevista ao site do jornalista Sidney Rezende, os candidatos apresentaram suas impressões a respeito do resultado do primeiro turno.
Candidatos à presidencia do Brasil, representando micropartidos, Eymael (PSC) , Zé Maria (PSTU) , Fildelix (PRTB) e Ivan Pinheiro ( PCB), comentam o primeiro turno das eleições presidenciaves. Em entrevista ao site do jornalista Sidney Rezende, os candidatos apresentaram suas impressões a respeito do resultado do primeiro turno.
Cada um fez sua análise da campanha eleitoral e respondeu se pretende disputar as eleições em 2014. Em comum entre todos os entrevistados, a valorização de pequenas conquistas, como o aumento de votos em comparação à 2006, e a mesma crítica: a falta de espaço na grande mídia brasileira.
Eymael
José Maria Eymael, do Partido Social Democrata Cristão (PSDC), ficou em quinto lugar na apuração da Justiça Eleitoral: teve 89.350 votos (0,09% dos votos válidos). O resultado agradou ao candidato, conhecido pelo jingle "Ey, ey, Eymael, um democrata-cristão", mas ele acredita que a terceira colocada na eleição acabou "puxando" votos que seriam seus: "Foi muito positivo, pois ficamos em quinto lugar. Mas imaginamos uma quantidade maior de votos, que foram para Marina Silva". Apesar de sentir que há afeto popular, Eymael tem um certo ressentimento com veículos de comunicação: "Mas o que magoa, o que fere, é o uso que fazem da liberdade de imprensa para discriminar".
Zé Maria
José Maria de Almeida (mais conhecido como Zé Maria), do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), ficou na sexta colocação: teve 84.609 votos (0,08%). Ele reconhece que criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva num momento em que seu governo tem cerca de 80% do aprovação foi "remar contra a maré". Mas permanece fiel ao seu discurso que põe PT e PSDB sob o mesma orientação neoliberal.
"Prevaleceu quem tem mais apoio do poder econômico, quem tem mais espaço. São duas candidaturas que defendem o mesmo modelo neoliberal. A Dilma mesmo tem um programa parecido com que Fernando Henrique implantou em seu governo, com um modelo que privilegia os banqueiros", diz Zé Maria, candidato pela terceira vez seguida. "A receptividade foi boa, mas a questão do voto útil pesa muito. O governo Lula ainda tem apoio fiel das classes trabalhadoras, mas nós tivemos coragem de criticar onde ele errou", avalia.
"Sentimos a exclusão que sofremos, a legislação eleitoral é anti-democrática, sofremos a discriminação na mídia comercial. Mas nosso foco principal não é a eleição, e sim o impulsionamento das lutas. Apresentamos o nosso debate e a receptividade foi boa", resume o sindicalista.
"Prevaleceu quem tem mais apoio do poder econômico, quem tem mais espaço. São duas candidaturas que defendem o mesmo modelo neoliberal. A Dilma mesmo tem um programa parecido com que Fernando Henrique implantou em seu governo, com um modelo que privilegia os banqueiros", diz Zé Maria, candidato pela terceira vez seguida. "A receptividade foi boa, mas a questão do voto útil pesa muito. O governo Lula ainda tem apoio fiel das classes trabalhadoras, mas nós tivemos coragem de criticar onde ele errou", avalia.
"Sentimos a exclusão que sofremos, a legislação eleitoral é anti-democrática, sofremos a discriminação na mídia comercial. Mas nosso foco principal não é a eleição, e sim o impulsionamento das lutas. Apresentamos o nosso debate e a receptividade foi boa", resume o sindicalista.
Levy Fidelix
Levy Fidelix, do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), teve 57.960 votos (0,06%) e ficou em sétimo lugar. Ficou satisfeito com o desempenho da legenda nas eleições proporcionais e não poupou críticas aos institutos de pesquisa.
"O PRTB elegeu dois deputados federais, 12 estaduais e um suplente de senador, tendo um milhão de votos. A nossa votação foi residual por conta da falta de espaço na grande mídia. Fizemos uma campanha espartana, cuja estimativa deve ficar em 200 mil reais de gasto. Tivéssemos gastado dez vezes mais, teríamos mais votos. Mas nosso marketing funcionou, as pessoas ficaram com uma imagem boa do partido", resume. Com relação às sondagens de intenção de voto, ele acredita que os resultados são imprecisos e usados com fins pouco éticos.
"O resultado acabou comprovando o que eu sempre falei sobre as pesquisas. Não são sérias, não consideram as abstenções e os votos nulos. Vou propor que as pesquisas não sejam tão potencializadas, usadas como marketing político, somente para divulgação interna", completa.
"O PRTB elegeu dois deputados federais, 12 estaduais e um suplente de senador, tendo um milhão de votos. A nossa votação foi residual por conta da falta de espaço na grande mídia. Fizemos uma campanha espartana, cuja estimativa deve ficar em 200 mil reais de gasto. Tivéssemos gastado dez vezes mais, teríamos mais votos. Mas nosso marketing funcionou, as pessoas ficaram com uma imagem boa do partido", resume. Com relação às sondagens de intenção de voto, ele acredita que os resultados são imprecisos e usados com fins pouco éticos.
"O resultado acabou comprovando o que eu sempre falei sobre as pesquisas. Não são sérias, não consideram as abstenções e os votos nulos. Vou propor que as pesquisas não sejam tão potencializadas, usadas como marketing político, somente para divulgação interna", completa.
Ivan Pinheiro
Ivan Pinheiro ficou na oitava colocação, recebendo 39.136 votos (0,04%). Em sua avaliação, considera que os objetivos de sua legenda, o histórico Partido Comunista Brasileiro (PCB), foram alcançados. Inclusive, o de mostrar que o partido mais antigo do Brasil continua ativo.
"É uma eleição para poucos disputarem. Nós esperávamos desde o começo, que foi uma campanha mais política do que eleitoral. Nesse sentido, considero que fomos bem sucedidos, pois fizemos um contraponto ao senso burguês. Ficou patente que o partido não morreu", analisa o comunista.
Ele defende que os partidos que se consideram autenticamente de esquerda façam uma união de forças para os próximos pleitos: "É uma lição que tiramos, foi um aprendizado. E não se trata de uma coligação eleitoral, e sim de uma frente política que faça a unidade do movimento de massas", explica.
"É uma eleição para poucos disputarem. Nós esperávamos desde o começo, que foi uma campanha mais política do que eleitoral. Nesse sentido, considero que fomos bem sucedidos, pois fizemos um contraponto ao senso burguês. Ficou patente que o partido não morreu", analisa o comunista.
Ele defende que os partidos que se consideram autenticamente de esquerda façam uma união de forças para os próximos pleitos: "É uma lição que tiramos, foi um aprendizado. E não se trata de uma coligação eleitoral, e sim de uma frente política que faça a unidade do movimento de massas", explica.
Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), foi procurado pelo SRZD para comentar o resultado, mas a assessoria de imprensa da legenda não atende aos nossos contatos. Ele ficou em nono lugar na disputa eleitoral, com 12.206 votos (0,01%). No site do partido, ele divulgou um vídeo com sua análise, criticando especialmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter impugnado a maioria dos candidatos regionais.
"Nós tivemos, apesar das limitações, uma campanha muito boa, por três questões que ficaram em evidência: a denúncia do caráter antidemocrático da campanha, os problemas da Petrobras e as denúncias sobre as privatização dos Correios. Conseguimos impulsionar a luta e a organização dos trabalhadores contra a privatização", resume Pimenta.
"Nós tivemos, apesar das limitações, uma campanha muito boa, por três questões que ficaram em evidência: a denúncia do caráter antidemocrático da campanha, os problemas da Petrobras e as denúncias sobre as privatização dos Correios. Conseguimos impulsionar a luta e a organização dos trabalhadores contra a privatização", resume Pimenta.
Por Aline Macêdo





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