quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Nanicos" sob opinião

Por Monssy Gardney

Esse ano, tivemos seis presidenciáveis nanicos: Plínio de Arruda do PSOL, Zè Maria do PSTU, Ivan Pinheiro do PCB, José Maria Eymael do PSDC, Levy Fidelix do PRTB e Rui Pimenta do PCO; ambos candidatos com pouca visibilidade na mídia, com curto tempo no horário eleitoral e excluídos dos debates.

Poucos são o que conhecem o termo nanico. Poucos conhecem também a existência desses candidatos. Seria um reflexo do antidemocrático curto espaço de tempo nas propagandas, ou até mesmo a exclusão nos debates?

O que aconteceria com o cenário político Brasileiro, se as eleições de 2010 fossem disputadas apenas pelos nanicos? Quem chegaria ao mais alto cargo? Haveria um possível segundo turno, ou a decisão se daria apenas no primeiro?Qual seria a possibilidade de candidatos de menor expressão e exposição na mídia influenciarem o debate político?


Para Alexandre Felipe dos Anjos, formado em Ciência da Computação, pode até haver alguma influência deles em um debate político, mas, acredita que não seja significativa ao ponto de ganharem pontos percentuais em sua campanha. Já Paula Roboredo, Nutricionista formada pela UNB, acredita ser baixissima para alguns partidos nanicos, pois a porcentagem de votos obtidos, somando todos eles, foi de apenas 1,15%. O contador Raphael Rachid afirma ser praticamente nenhuma, pois para ele, o que se percebe em relação aos nanicos é a preocupação em derrubar o concorrente, não havendo um interesse maior em mostrar propostas realmente importantes e que chamem a atenção dos eleitores.


Para ambos um nome de peso pode sim, fazer um partido ter mais relevância eleitoral. Em relação ao segundo turno eles também acreditam  que nenhum dos nanicos podem exercer influência.

Quando perguntados sobre a não participação dos partidos menores nos debates, a desigualdade de tempo no horário político e se estes dois pontos não contrariam o conceito de democracia, as respostas divergiram.

Para Paula, todos deveriam ter o mesmo tempo, pois os eleitores tem o direito de conhecer todas as propostas. Para ela, a desigualdade faz parecer que um candidato tem mais tempo que o outro, dando um entendimento de que ele tem mais propostas e está mais preparado que os demais.

Raphael Rachid acredita que o tempo no horário político deve ser proporcional a popularidade dos candidatos nas pesquisas e se não existem eleitores suficientes, para apoiar as idéias dos candidatos, não há por que participar dos debates, tomando tempo dos eleitores.

Já Alexandre afirma que não condiz, pelo fato deles terem pouca adesão democrática.  Razão pela qual, a  participação dos candidatos em evidência, têm maior adesão.

Eles acreditam que, o que falta para o nanico ser eleito e ocupar o cargo de Presidente do Brasil é um candidato com popularidade e propostas interessantes, visibilidade e um pouco menos de medidas radicais, muito trabalho, poucos escândalos e bastante foco nos projetos a serem realizados.

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